Óleo de coco
Atualmente o mercado está
hiper-estimulado com a divulgação feita pela mídia sobre as propriedades
do óleo de côco. Devido à imensa divulgação de suas propriedades terapêuticas,
em especial o fato de poder ocasionar emagrecimento, o preço deste produto foi
às alturas. O que as pessoas não sabem é que existem alternativas brasileiras
de óleos com composição idêntica e que são provenientes de coqueiros
também. Estas alternativas são o babaçu, o palmiste e a macaúba, coqueiros
brasileiros! Todos os 3 produtos são fontes riquíssimas de ácido laurico, com
teores iguais ao coco da praia. A mídia também tem feito uma divulgação de que
o óleo de côco para funcionar precisa ser extra-virgem, e por conta disso
muitas pessoas não têm conseguido tomar o produto devido ao seu gosto
forte. Também tem alegado que se não for extra-virgem perde seus
antioxidantes e fica sem efeito. Primeiramente, o princípio ativo que faz
emagrecer, reduz o colesterol, aumenta a imunidade e traz outros
benefícios, o ácido láurico, não se perde no refino pelo qual estes óleos
passam. Seu refino não causa danos à gordura pois não utiliza soda cáustica
ou ácido sulfúrico como os óleos de prateleira de supermercado (estes sim estão
danificados), sendo um método que atua só na redução do odor e gosto.
Segundo, estes óleos não são fontes ricas de vitamina E e outros
antioxidantes, como o óleo de oliva ou germe de trigo, sendo que o ativo
antioxidante é a própria gordura, o ácido láurico. Assim, mesmo refinado,
o ácido laúrico não se perde em nada e mantém suas propriedades naturais. No
texto a seguir você conhecerá mais sobre este produto magnífico e desmistificará
alguns mitos criados no mercado visando lucros e interesses
particulares.
Os óleos láuricos são óleos obtidos de
coqueiros nativos de países tropicais. Se destacam, frente a outros tipos de
gorduras, pela sua concentração elevada de ácido láurico, componente importante
do leite materno humano, para o fortalecimento imunológico do bebê. Pesquisas
cientificas demonstram que o ácido láurico possui a capacidade de aumentar o
sistema imunológico pela ativação da liberação de uma substância chamada
interleucina 2 (Wallace, F A et al.), que faz a medula óssea fabricar mais
células brancas de defesa (isso é muito bom para quem tem imunidade baixa como
pessoas com AIDS e Câncer). Além disso, os óleos láuricos agem como
antiinflamatórios pela inibição da síntese local de prostaglandinas (PGE2) e
interleucina 6 que são substâncias pró-inflamatórias presentes em quadros
reumáticos, artrites e inflamações musculares. Ou seja, eles são
antiinflamatórios.
Há 4
tipos principais de coqueiros dos quais têm-se atualmente obtido óleos ricos em
ácido láurico no mercado:
Coco da praia (Cocus nucifera), do qual se obtém a
“água de côco” e óleo rico em ácido láurico de sua polpa branca. Para ser
empregado existem as versões extra-virgem (rico em vitamina E e aroma de côco),
ou refinado (praticamente inodoro).
Coco babaçu (Orbignya oleifera), árvore brasileira e
que fornece uma castanha rica em um óleo contendo óleo láurico. Praticamente só
é comercializado óleo refinado, pois o óleo virgem possui um aroma de côco
muito forte para uso na cozinha ou massagem.
Coco macaúba (Acrocomia aculeata), árvore
brasileira e que fornece uma castanha rica em um óleo contendo óleo láurico..
Suas características são idênticas às do babaçu.
Coco palmiste (Elaeis guineensis) obtido do caroço da palma.
Praticamente só é comercializado óleo refinado, pois o óleo virgem possui um
aroma de côco muito forte para uso na cozinha ou massagem. A vantagem deste
produto é que ele não apresenta o cheiro que o babaçu ou óleo de côco eventualmente
trazem, mesmo sendo refinados.
Há
uma vantagem no uso dos óleos de côco palmiste e côco babaçu frente ao côco da
praia, que é um custo mais baixo destes óleos com os mesmos resultados.
O
uso destes óleos como veículos carreadores para massagem, ou em bases de cremes é uma
excelente alternativa que apresenta as vantagens de:
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